domingo, 6 de setembro de 2015

Casamento: por qual motivo há tanta dificuldade?

Olá, caros leitores. Faz bastante tempo que não posto um texto no blog. Mas não me esqueci dele. Hoje gostaria de falar sobre algo que não tenho experiência: casamento.

Sabemos que a cada dia que passa o número de divórcios aumenta. A cada dia que passa, mais e mais pessoas se separam. E isso não tem acontecido apenas entre pessoas não cristãs, mas entre os cristãos também. Afinal, por que tanto divórcio?

Pesquisas indicam que a "incompatibilidade" é a maior causa de separação. E hoje eu queria tecer alguns comentários sobre isso, embora eu seja novo (20 anos) e nunca tenha me casado. Apenas tive uma namorada há alguns anos. No entanto, creio que não seja um impedimento para falar sobre o assunto. Iniciarei com alguns conceitos que a Palavra de Deus nos dá e a vivência prática deles.

O ponto principal que gostaria de abordar é algo que chamamos de "Depravação Total". De acordo com a Palavra de Deus, todo ser humano é mau e depravado. O homem foi feito reto e justo, porém com o pecado, se corrompeu. Não estou dizendo o ser humano não faça o bem, apenas estou dizendo que ele faz o mal. Ele agora por natureza é egoísta, olha principalmente (e alguns somente) para si. Além disso, o pecado provocou uma devastação tão grande que o ser humano não consegue viver uma paz plena com o outro. Há sempre um litígio, uma contenda, uma facção. E isso pode ser aplicado ao matrimônio.

O problema principal do casamento, portanto, deve ser reconhecido através do auto conhecimento. Como nos enxergamos? Como realmente nos vemos? Quando cada um reconhece que é egoísta de fato, que não está disposto a abrir mão de algo que quer por causa do outro, poderá perceber o real problema do casamento.

Imagine a situação: duas pessoas se conhecem, se interessam uma pela outra e se casam. Cada uma delas é pecadora. Por natureza é egoísta. Por natureza pensa mais em si do que no outro. Defende mais a sua razão do que a do outro. Não abre mão do que quer e pensa em prol do outro. Essas duas pessoas colidirão. A natureza caída e pecaminosa de cada um impedirá a convivência em paz. O que essas pessoas farão? Separar-se-ão, pois para elas é a tarefa mais fácil. "Não dá, ele/ela não me compreende, e não abre mão dos seus desejos, não entende que gosto disso, daquilo...", dizem o casal. Eis o problema.

Mas... poucas pessoas conseguem enxergar o casamento como um instrumento do Senhor para matar o nosso egoísmo, a nossa auto-suficiência, a nossa falta de amor. Deus quer que joguemos fora toda podridão que procede nós. O matrimônio serve como um instrumento de santificação. Você é casado com uma pessoa, e abre mão do seu egoísmo. Prioriza a felicidade dela em prol da sua. Muda seus pensamentos muitas vezes por ela. Aprende a suportá-la, a suportar seus defeitos, as incompatibilidades. Acaba com sua razão para aceitar a dela. Esse é o ponto. Mas a maioria de nós não quer saber disso. Naturalmente, não queremos abrir mão do nosso desejo, do nosso ego, da nossa razão. Estamos certos e pronto. O outro que se dane. Não queremos ceder.

Deus quer matar em mim tudo que me faça me colocar no centro. Pra fazer com que eu cumpra o versículo: "Cada um considere os outros superiores a si mesmo" (Fp 2:3b). E o casamento é uma das peças fundamentais pra isso. Deus quer nos transformar, nos moldar, à medida em que vamos abrindo mão do nosso "eu" e vamos dando lugar ao cônjuge.

Como nível de esclarecimento, não estou dizendo que devemos negar tudo o que queremos, sempre ceder em prol do outro. Dessa forma, teríamos uma relação unilateral, na qual somente uma pessoa estaria "dando sangue". Mas estou dizendo que, na maioria das vezes, se as duas pessoas se colocarem uma no lugar da outra, e ambas aprenderem muitas vezes a negar-se para benefício do outro, com certeza surgiria um casamento saudável, equilibrado, no qual Deus será glorificado.

Espero que essa breve e pequena reflexão tenha sido edificante para vocês. Um abraço, que Deus nos abençoe.






terça-feira, 19 de maio de 2015

Irmãos nominais.

A frase "eu te amo", segundo a maioria das pessoas, ficou banalizada. Qualquer um a pronuncia de forma automática, sem amar de fato aquele a quem são dirigidas tais palavras. Eu concordo com a maioria. E fazendo uma comparação, noto que há uma palavra banal no meio da Igreja: "irmão".

Vamos entender. De acordo com o Dicionário Aurélio, um dos significados de "irmão" é "pessoa muito amiga de outra". Portanto, um irmão não é somente filho do mesmo pai e/ou mãe, mas uma pessoa que compactua de amizade. E o que a Palavra de Deus nos ensina sobre amizade/irmandade podemos sintetizar em um versículo:

"Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;"
(Romanos 12:15)

Amigo/irmão, portanto, é alguém que está presente em sua vida, tanto nos momentos difíceis (para chorar com você) quanto nos momentos alegres (para se alegrar com você). Agora quero que você reflita comigo: você faz parte de fato da vida dos irmãos na sua igreja? Você de fato chora e ri com eles? Você está por dentro da vida dele para exercer de fato sua função de irmão? Eles também fazem a mesma coisa com você?

Vivemos num século o qual é caracterizado pelo individualismo. Cada um na sua. E o que acontece na Igreja? A mesma coisa. Você vai ao culto, lá encontra outros cristãos, os chama de irmãos, louvam a Deus, depois cada um vai pra sua casa e pronto. Não há comunicação na semana. Não há participação na vida um do outro. Quando chega no domingo, a mesma coisa acontece. E no culto um chama o o outro de "irmão". Como assim?
Pra eu não dar uma de exagerado, admito que com 2 ou 3 daqueles que você chama de "irmão" você participa da vida e vice-versa. Agora, você faz isso, mas congrega numa igreja que tem mais de 100 cristãos. Algo está errado, não?

Eu faço esse texto e me considero o principal culpado. Minha vida é corrida, isso é fato, mas eu não me alegro com quem se alegra nem choro com quem chora. Não participo da vida do outro. Igual a você, de 2 ou 3 tenho vínculo de "irmão" mesmo. Só que estamos errados. Totalmente errados. Na prática, não temos passado de "irmãos nominais".

Eu não estou sendo utópico. É óbvio que se formos mais próximos uns dos outros, se participarmos mais da vida uns dos outros, há grande possibilidade de termos problemas com fofocas e problemas de brigas. No entanto, teremos de solucionar isso. A Igreja em Jerusalém vivia unida de fato. Houve sim dificuldades de convívio, como no caso das viúvas judias e gregas (Atos 6). Isso ocorre. Por isso Paulo já previamente conhecedor disso disse: 

"Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também."
(Colossenses 3:13)
Agora, algo mais grave ainda é quando líderes nas igrejas agem assim, quando eles deveriam conhecem a fundo a vida das ovelhas as quais pastoreia (ou teoricamente pastoreia). Muitos pensam que suas funções são somente presidir culto, ministrar Palavra, realizar batismos e a ceia do Senhor. Depois disso, não procuram saber como andam as ovelhas. Se a liderança agir assim, o que se pode esperar dos liderados?

O "uns aos outros" é muito importante. Cristo orou pela unidade da Igreja e também orou pela santificação dela (João 17). Houve a necessidade de orar pela santificação porque existe pecado no convívio entre irmãos, principalmente no que diz respeito à cólera, mágoa, dissenções e coisas do tipo.

Deixo para reflexão tanto minha quanto sua esse versículo:

"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?"
(1 João 4:20)
Você pode até não odiar seu irmão, mas se você não chora nem se alegra com ele, você não o ama na prática. Poderá você dizer que ama a Deus, sendo que na prática não ama seu irmão?

"Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade."
(1 João 3:18)

Paz a todos.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Deus nos quer por cabeça e não por cauda?

Quem lê as postagens que faço aqui no meu blog já deve ter percebido que eu costumo desmistificar vários jargões que vemos geralmente no meio pentecostal. Isso inclusive pelo fato de eu frequentar uma denominação assim, desde criança. E nesta publicação gostaria inclusive de comentar sobre uma frase que é bíblica, mas usada fora de contexto.

"Deus nos quer por cabeça e não por cauda", quem nunca ouviu tal frase? Domingo retrasado inclusive eu ouvi. E sempre que alguém a pronuncia, está se referindo a "vitórias" financeiras principalmente. E falam numa expectativa, num triunfalismo enorme. Entretanto, pretendo argumentar algumas coisas e explicar o motivo de ser mal usada.

Inicialmente, vamos entender a diferença entre a nação de Israel e a Igreja. O primeiro povo de Deus - os israelitas - era um país físico. Exclusivamente com aquele povo terreno Deus fez um pacto. E dentro dele havia as promessas de toda sorte de bênçãos terrenas, contudo, se fossem desobedientes, haveria maldições. Você pode ler Deuteronômio 28 pra ler sobre isso.

Uma observação importante a ser feita: o pacto de Deuteronômio 28 - de bênçãos e maldições - foi feito ao povo judeu e não para a Igreja.

Prosseguindo ao assunto, vejamos o versículo em questão:

"O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar a toda obra das suas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno para os guardar e cumprir."
(Deuteronômio 28:12-13)

Ou seja, se acompanharmos as páginas do Antigo Testamento, veremos que quando Israel obedecia a Deus, tinha vitória sobre os nações nas guerras, tinha prosperidade financeira e coisas do tipo, que faziam parte do pacto feito por Deus com eles.

Agora... e a Igreja? Deus promete que ela neste mundo estará por cabeça e não por cauda?

Não. O Senhor não promete isso. E eu tentarei ser simples e objetivo. As promessas contidas em Cristo na Nova Aliança não são de cunho terreno, como foi com os israelitas, mas de cunho espiritual. As bênçãos hoje do povo de Deus são espirituais e não materiais.

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo".
(Efésios 1:3)

Cristo nunca disse que estaríamos "por cima" na vida financeira, que derrotaríamos nossos inimigos, que seríamos os da "alta sociedade". Pelo contrário, Ele nos disse que seríamos perseguidos aqui:

"Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também perseguirão a vós outros."
(João 15:20a)

 Analisemos os 12 apóstolos. Eles foram "cabeça e não cauda" neste mundo? Pelo que nos narra a Escritura e a História, foram martirizados: uns na cruz, outros enforcados etc. E como eram a vida deles aqui na terra? Deixemos o apóstolo Paulo falar:

"Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa.
E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, mas bendizemos; somos perseguidos, e sofremos.
Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos."
(1 Coríntios 4:11-13)

Lendo a passagem acima, ainda é possível insistir que cristãos neste mundo serão "cabeça e não cauda"? Que cristão é melhor que o apóstolo Paulo?

Creio que não preciso ir mais além. O que foi visto aqui é suficiente. E só pra completar, eu não estou fazendo apologia à pobreza. Pois Deus, se quiser, pode dar boas condições de vida a alguns cristãos. Só que isso não é regra geral. E principalmente: esta não é a promessa do Evangelho.

Paz aos queridos leitores.

Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.
E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

Deuteronômio 28:12-13

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Deus que realiza grandes coisas através de pequenas pessoas.

No mundo dos seres humanos existe a lei do "maior" e do "mais forte". Quem tiver mais força, inteligência, preparo, dinheiro, posição social e coisas do tipo tem a tendência de se sobrepor aos outros, de conquistar as vagas e de conseguir as vitórias. No entanto, no mundo divino não é assim que funciona.

Ao percorrer as páginas da Bíblia vemos que o Deus Grande e Todo Poderoso fez grandes coisas através de pessoas pequenas. Através de "escórias" da sociedade. Através de pessoas por quem não se dava nada. Outras tinham grandes defeitos e achavam-se incapazes.

Podemos começar a nossa análise no Gênesis. Os dois filhos de Isaque - Esaú e Jacó - eram bem diferentes. Enquanto o primeiro era "homem perito de caça, homem do campo", o outro (Jacó) era "simples, habitando em tendas" (Gn 25:27). Além das condições físicas de Esaú serem superiores, ele também era o primogênito, motivo de ter coisas que o mais novo não tinha. Somado a isso, o pai deles - Isaque - tinha o mais velho como preferido (versículo 28). Mesmo sendo inferior, Deus escolheu a Jacó para ser o sucesso de seu pai. Ele escolheu o menos capacitado. O que tinha menos estima. E brilhante mesmo, é que Deus o escolheu antes mesmo de nascer, quando estavam no ventre da mãe foi decretado:

"E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor.
E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor."
(Gênesis 25:22-23)

E se você acompanhar a história dele pelo Gênesis, verá que apesar de fraco e ter menos estima, Deus foi com ele em todo o seu percurso. Deus o amava!

Partindo pro livro de Êxodo, Deus quis levantar alguém para falar a Faraó as suas palavras. E quem foi escolhido? Um excelente orador? Um homem visto em estima? Não. Aquele que foi escolhido havia fugido do Egito por ter cometido um homicídio. Além disso, ele tinha dificuldades em falar.

"Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua."
(Êxodo 4:10)

Mas mesmo assim Deus o escolheu. Ele com a ajuda de Arão levou a Faraó as palavras de Deus. Através do poder do Senhor libertou os israelitas, passaram pelo Mar Vermelho, e nunca houve outro profeta no meio de Israel como Moisés, que falava face a face com Deus. Aquele que era "pesado de boca e língua" foi o porta-voz de Deus naquele período importante de história da nação de Israel.

Vamos para o Novo Testamento. Uma notícia: O Filho de Deus nasceria na terra. Ora, sendo um ser tão grande assim, o que se esperava? Que nasceria do melhor casal da terra, do mais rico, nos melhores palácios. Só que não.

Jesus nasceu de uma moça humilde, que era noiva de outro jovem humilde. E nasceu numa manjedoura. Não é curioso como o Eterno usa as pessoas menos vistas e os lugares menos estimados para realizar grandes coisas?

E quanto àqueles que foram escolhidos ao apostolado? Os melhores homens da época, os que mais tinham reputação, eram os escribas, doutores da Lei. Os fariseus também eram muito bem vistos. Foram escolhidos? Não.

Cristo escolheu humildes pescadores indoutos ao seu apostolado. Com exceção do apóstolo Paulo, todos os outros não poderiam ser considerados "capazes". E no entanto foram escolhidos, levaram o Evangelho a Israel e depois aos cofins da terra, através deles milhares de pessoas se converteram.

E os cristãos em geral? Claro que há exceções, mas a maioria dos filhos de Deus não são ricos. Não têm PHD's. Não são os seres "altos" da sociedade. O Corpo de Cristo na terra, a Igreja Amada, é composta pela maioria de pessoas que aos olhos humanos não são "nada".

E por quê? Porque Deus age assim.

"Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;
Para que nenhuma carne se glorie perante ele."
(1 Coríntios 1:26-29)

Deus é o Deus daqueles que são menos visto em estima!

Deus abençoe aos caros leitores!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O verdadeiro batismo.

Nas Escrituras Hebraicas, em Gênesis, Deus fez um pacto com Abraão, dando como "sinal de fé" a circuncisão. que consistia numa operação cirúrgica de remoção do prepúcio do pênis. Tanto Abraão como seus descendentes deveriam fazer. E os descendentes físicos de Abraão, que é a nação de Israel, também deveria obedecer ao mandamento. E quem não obedecesse seria extirpado do meio do povo.

"E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.
O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência.
Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua.
E o homem incircunciso, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo; quebrou a minha aliança."
(Gênesis 17:11-14)

Quando lemos sobre a nação de Israel nos livros posteriores, vemos que todo homem era circuncidado, e quem não obedecia a isso não poderia ser considero israelita. Todavia, apesar de a circuncisão ser algo no corpo do homem terreno, isso não transformava o circuncidado de fato num filho de Deus, como muitos israelitas pensavam. Pensavam que só pelo fato de serem descendentes físicos de Abraão e terem feito a remoção do prepúcio, isso os fazia filhos de Deus.

No entanto, na mesma Escritura Hebraica, o profeta Jeremias afirma:

"Circuncidai-vos ao Senhor, e tirai os prepúcios do vosso coração, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém, para que o meu furor não venha a sair como fogo, e arda de modo que não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras."
(Jeremias 4:4-5)


O próprio Moisés já dizia qual era a verdadeira circuncisão:

"Circuncidai, pois, o vosso coração espiritual; retirando toda a obstrução carnal, e deixai de ser insubmissos e teimosos! Pois Yahweh, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o Único e grandioso Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita presentes e ofertas para torcer a justiça.…"
(Deuteronômio 10:16)

Portanto, apesar de a circuncisão física ter sido ordenada por Deus como selo da fé, a verdadeira circuncisão era a do coração. Não adiantaria nada uma operação feita no corpo como selo de fé se o coração ainda fosse o mesmo de carne, sem ter sido tirado o "prepúcio".

Mas daí você vai me perguntar: O que isso tem a ver com o verdadeiro batismo?

Bem, na Nova Aliança, na qual a Igreja é a "nação santa, o povo eleito, o sacerdócio real" (1 Pe 2:9), não há a prática da circuncisão, pois " a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito" (Fip 3:3). Contudo, existe uma prática que a substitui, que é o batismo, o qual marca a entrada da pessoa na Igreja. Podemos dizer que o batismo é o selo da fé na Igreja de Deus.

Não vou entrar aqui na questão das formas de batismo (por imersão, aspersão e efusão), pois creio que nenhuma esteja errada. Mas, o verdadeiro batismo não ocorre com água. Pois assim como a circuncisão verdadeira era a do coração, o verdadeiro batismo é o da consciência. Como Pedro diz:

"Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;"
(1 Pedro 3:21)


Existem pessoas que se batizaram com as águas, no entanto nunca tiveram uma nova consciência de verdade para com Deus. Logo, elas não se batizaram de verdade. Vejam bem, não estou relativizando o batismo com a água: toda pessoa que crer em Cristo deverá se batizar com água (Marc 16:16), assim como todo judeu deveria se circuncidar. Entretanto, o batismo que conta pra salvação mesmo não é esse, mas o batismo de uma nova consciência.

Lembram-se do ladrão na cruz, que foi salvo quando estava prestes a morrer? Ele não se batizou com água, mas ele teve o batismo de uma nova consciência, pois reconheceu-se ser um pecador e creu no Senhorio e na Intervenção de Cristo pela sua vida:

"E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso."
(Lucas 23:39-43)

Ele foi salvo sem o batismo com as águas. Outro fato curioso foi que Cornélio, o centurião,   recebeu o Espírito Santo antes de ser batizado pelas águas (Atos 10).

Portanto, espero ter ficado claro qual é o verdadeiro batismo que Deus vê.

Deus abençoe a todos.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Deus, Paulo, casamento: contradição?

Algumas pessoas têm dúvida sobre o casamento. É melhor se casar ou ficar solteiro? Essa pergunta não é nova, os cristãos em Corinto tiveram a mesma dúvida. E por falar neles, algumas pessoas ficam em dúvida por acharem que há uma contradição no que Paulo escreveu com o que Deus disse no princípio da humanidade.

Explico. O que entendemos desde o princípio? Deus criou o homem e viu que não era bom que ele ficasse só. O que ele fez? Uma companheira. Deus os uniu no jardim. Após isso, foi proferida a vontade de Deus para a humanidade:

"Disse então o homem: "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada".
Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.
(Gênesis 2:23-24)

O casamento, portanto, foi estabelecido por Deus. É a vontade de Deus que o homem a mulher se casem e tenham filhos: "Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". - (Gênesis 1:28-29)

E o que dizer de Paulo? Estava indo contra Deus? Pois ele disse:

"Quanto aos assuntos sobre os quais vocês escreveram, bom seria que o homem não tocasse em mulher,
mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido.
(1 Coríntios 7:1-2)

Bem, de cara dá pra perceber que os cristãos em Corinto escreveram a Paulo se seria melhor casar-se ou ficar solteiro. Paulo responde que seria ficar solteiro, aborrecido que estava por causa da imoralidade, mas depois diz pra cada um ter a sua esposa, se não puderem exercer o celibato. Isso se entende devido ao contexto em que aqueles cristãos especificamente estavam.

Vejam bem, foi somente a eles (cristãos em Corinto) que Paulo disse que seria melhor ficar solteiro. Isso porque aquela Igreja estava passando por problemas de imoralidade sexual. Em 1 Coríntios 5 o apóstolo mostra-se indignado porque havia um cristão vivendo em fornicação com a mulher do pai (madrasta) e a Igreja não fazia nada, entendia aquilo como algo normal. Mas não foi só um cristão lá que teve problemas com fornicação.

Em 2 Coríntios 12:21 Paulo tinha receio em ir pra ver aqueles cristãos, porque tinha expectativas que muitos que cometeram pecados sexuais não se arrependeriam, e isso o entristeceria bastante.

Portanto, nesse contexto de imoralidade sexual, o apóstolo Paulo, muito chateado por sinal, disse que seria melhor ficarem solteiros. E não só por causa disso, mas que uma pessoa não casada evita certas "tribulações" (1 Co 7:29-31). Mas o mesmo diz que se não puderem suportar, que se casem. Outra coisa: é só ler cuidadosamente 1 Coríntios 7 para compreender que Paulo apenas dá a sua opinião pessoal frente àqueles irmãos e não um mandamento de Deus.

Para provar que Paulo não era contra o casamento e sim a favor, olha o que ele escreveu a Timóteo:

"Portanto, quero que as jovens se casem, tenham filhos, administrem suas casas e não deem ao inimigo nenhum motivo para maledicência."
(1 Timóteo 5:14-15)

Ele era tão a favor do casamento que foi o único no Novo Testamento a dizer que os maridos devem amar às suas esposas como Cristo amou a Igreja, e que as esposas devem ser submissas a seus maridos como a Igreja é submissa a Cristo (Efésios 5:22-31).

Se Paulo fosse contra o que Deus instituiu, seria um equivocado. Mas não. Ele era verdadeiramente apóstolo do Senhor!

Para concluir, nada melhor do que exaltar o casamento com as palavras do próprio Cristo:

"Ele respondeu: 'Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’
e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?
Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe'."
(Mateus 19:4-6)

Deus abençoe aos caros leitores.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A superficialidade de certos pais.

A cada dia que passa confesso que me surpreendo como certos pais têm criado e instruído seus filhos. Eles se dedicam a tudo - ao trabalho, ao sustento, e até a cargos nas igrejas - mas quando o assunto é ser um pai espiritual, a coisa dificulta.

Eu digo que em pleno século XXI perdemos de vista nossas prioridades. Quanto tempo um pai gasta com seu filho para lhe ensinar as Escrituras e parar orar com ele? Se você é pai, responda com sinceridade a essa pergunta, pois poderá lhe trazer alguma consciência de erro e posteriormente gerar um fruto para a glória de Deus.

Para fortificar a crença do dever dos pais quanto à guia de seus filhos, há muito tempo, nos tempos de Israel, vemos no famoso "Shemá Israel" essa ordem:

"Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.
 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.
 Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração;
 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te."
(Deuteronômio 6:4-7)

Deus ordenou que os israelitas incutissem as palavras da Lei a seus filhos. E esse princípio - de os pais serem instrutores - permanece por toda a Bíblia, e deve permanecer enquanto houver povo de Deus.

Salomão, o homem a quem Deus deu sabedoria a ponto de dizer que nem antes nem depois alguém seria tão sábio quanto ele, disse:

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."
(Provérbios 22:6)

Saindo das páginas do Antigo e entrando no Novo Testamento, vemos o apóstolo Paulo elogiar a Timóteo por desde menino conhecer as Escrituras.

" E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus."
(2 Timóteo 3:15)

Paulo diz aos efésios que é dever dos pais instruírem a seus filhos na doutrina e admoestação do Senhor. E o curioso é que a palavra "pais" no versículo em grego refere-se aos pais homens. Ou seja, embora a mãe ajude na educação espiritual, o dever principal pela formação espiritual dos filhos é do homem. Eis o versículo:

"E vós, pais (homens), não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor."
(Efésios 6:4)

Existem pais que pensam que a obrigação da formação espiritual do filho é a do líder de jovens, do professor da escola dominical. Estão totalmente equivocados. Eles que têm a obrigação principal, o ensino deve vir de casa, desde a meninice. Há alguns que só levam os filhos pra igreja, achando que é tudo. Ledo engano.

Há alguns que não dão devida atenção ao ensino dos filhos pelo fato de exercerem cargos nas igrejas, assim dizem não ter tempo. Outros até inventam uma história estranha dizendo que, se cuidarmos dos deveres na igreja, Deus fará com quem os filhos sejam encaminhados. É a famosa frase de Deus (segundo eles): "Cuida do que é meu, que eu cuido do que é seu". Essa crença parece bonitinha, mas está totalmente equivocada.

Quem não se lembra do sacerdote Eli? Ele tinha um oficio importante entre o povo de Deus, e o exercia, porém não deu a devida atenção aos filhos no que diz respeito ao ensino deles, ao passo que eles passaram a praticar coisas horríveis, o pai não os corrigia. Eles acabaram morrendo nas mãos de Deus por desobediência e falta de temor.

Enquanto seus filhos estiverem debaixo de sua autoridade, instrua, ensine, repreenda, exorte, corrija, console, faça o possível para sua conversão e seu crescimento espiritual. Deus lhe deu esse dever. Você terá de prestar contas a Ele. Portanto, não fuja da sua obrigação.

E se você ainda não é pai, vá aprendendo suas futuras obrigações, se quiser ser um.

Deus abençoe a todos vocês.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

"Saíram de nós, mas não eram dos nossos".

"Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos." (1 João 2:19)

O apóstolo João - discípulo a quem Jesus amava - viu a imensa necessidade de escrever uma epístola a certos cristãos de sua época. E o principal motivo foi alertá-los quanto à apostasia que se manifestava àquela época. Isso porque havia pessoas anunciando horrores quanto ao Filho de Deus.

João inicia sua carta exaltando a Jesus (1 João 1:1-4); depois fala de uma vida sendo vivida na luz e  não nas trevas (vs 5-7); afirma que todos temos pecados e nos estimula à confissão (vs 8-10). Inicia o capítulo 2 afirmando que, se porventura pecarmos, temos um Advogado (2:1-2); instrui-nos a guardar os mandamentos de Jesus (vs 3-17).

Todavia, agora João entra na questão da apostasia, seríssima por sinal. Olha o que ele diz:

"Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora.
 Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.
 E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.
 Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade.
 Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho." (1 João 2:18-22)

Havia à época do apóstolo alguns ditos "cristãos" que deram ouvidos às teses do anticristo. Eles simplesmente passaram a não crer mais em Jesus como Filho de Deus. Simplesmente ignoraram o Salvador, não professando mais crença Nele. E o evangelho nos diz que: "Quem crê Nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado." (João 3:18)

As Escrituras são entendidas pelo seu contexto. No capítulo 4 o autor já volta a falar sobre o mesmo tema:

"Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.
 Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
 e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo." (1 João 4:1-3)

E, como João alerta instantemente aos seus irmãos leitores sobre esse perigo de pecado, ele diz no capítulo 5:

" Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue." (1 João 5:16)

Pelo contexto de sua epístola, o que ele mais alerta é o perigo da incredulidade. Então esse, provavelmente, era o "pecado para morte" ao qual o mesmo se referiu.

Fica-nos o exemplo para vigiar e perseverar na nossa crença no Filho de Deus, o único Salvador nosso.

E para finalizar este post, gostaria de falar algo sobre mudança denominacional. Uma vez vi um ancião na igreja que frequento dizer que esse versículo "saíram de nós, mas não eram dos nossos" se refere a pessoas que saem de nossa denominação, e também a uma dissidência que foi formada, chamada "Congregação Cristã Ministério de Jandira".

Ele disse assim: "Irmãos, tomem cuidado com esse ministério de Jandira, pois o apóstolo João já alertou na sua epístola isso, que eles saíram de nós mas não eram dos nossos". Bem, ele errou. Uma pessoa mudar de denominação, ou ir a uma dissidência, não tem nada a ver com o que João disse. Mas sim a apostasia da fé em Cristo.

Portanto, no primeiro século a Igreja já enfrentava problemas com o anticristo. Muitos se afastaram do Evangelho - de Jesus Cristo - e se foram aos que O negavam. O apóstolo a quem Jesus amava escreveu essa epístola com essa principal finalidade, para alertar aos irmãos o perigo da incredulidade e da apostasia. E, como vimos, nada tem a ver com a simples mudança de denominação, mas sim de abandonar a fé no Senhor e Salvador Jesus.

Paz a todos os irmãos.